Quem sou Eu

Nome:-=|§ä(/)äñ†|-|ä|=-
Idade: 25
Signo:Gemeos
Cor: Preta, azul, rosa, lilás, etc
Coisas que adoro: Rock, dormir, amigos, tattoos, cinema, vinhos
Não Rola: Ciúmes e Mal Humor

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Parte IV

E tanto sofrimento por estar, às vezes se nem saber, à cata de prazeres. Não sei como esperar que eles venham sozinhos. E é tão dramática, a busca que não vem sozinha é a de si mesma. Sinto uma clareza tão grande que me anula como pessoa atual e comum. É uma lucidez vazia, como explicar? Estou por assim dizer vendo claramente o vazio e nem entendo aquilo q entendo: pois estou definitivamente maior do que eu mesma. E não me alcanço. além do que: que faço dessa lucidez? Sei também que esta minha lucidez pode-se tornar o infinito humano - já me aconteceu antes. Pois sei que - em termos de nossa diária e permanente acomodação resignada a irrealidade - essa clareza de realidade é um risco. Apaguei, pois minha flama, Deus (será que ainda lembra de mim?) porque ela não me serve para viver os dias. Ajuda-me a de novo construir dos modos possíveis. Eu consisto, eu consisto, amém.

Suponhamos que eu seja uma pessoa forte, o que não é verdade. Suponhamos que ao tomar uma resolução eu a mantenha, o que não é verdade. Suponhamos que eu tenha o rosto sério que vislumbro de repente ao lavar as mãos, o que não é verdade. Suponhamos que as pessoas que eu amo são felizes, o que não é verdade. Suponhamos que eu tenha menos defeitos graves do que tenho, o que não é verdade. Suponhamos que eu finalmente esteja sorrindo logo hoje que não é dia de sorrir, o que não é verdade. Suponhamos que entre meus defeitos haja muitas qualidades, pensando bem acho que isso pode ser verdade. Suponhamos que um dia eu possa ser outra pessoa e mude de modo de ser, o que não é verdade. Era assim que antes eu tinha querido ser os outros para conhecer o que não era eu. Entendo então que eu já tinha sido os outros e isso era fácil. Minha experiÊncia maior seria ser o âmago dos outros era eu. Talvez esse tenha cido o meu maior esforço de vida: Para compreender a minha não-inteligencia, o meu sentimento, fui obrigada a me tornar inteligente.



- Postado por: Sam às 21h41
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Parte III

Detesto lição de moral, pois quando percebo que a conversa está descambando para isso - outros, os moralistas, diriam "subindo para isso" - retraio-me toda, e uma rigidez muda me torna. Kuto contra. E estou piorando nesse sentido. Muitas vezes o que me salvou foi improvisar um ato gratuito. Ato gratuito se tem causas, são desconhecidas. E se têm consequências, são imprevísiveis. O ato gratuito é o oposto da luta pela vida e na vida. ele é o oposto da nossa corrida pelo dinheiro, pelo trbalaho, pelo amor, pelos prazeres, pela nossa vida diária enfim - que essa é toda paga, isto é, tem o seu preço. Tanta coisa que eu não sabia, nunca tinham me falado, principalmente sobre esse ritmo tão seco de viver, dessa martelada de poeira, que doeria tinham-me vagamente avisado, mas o que vem para minha esperança do horizonte, ao chegar perto se revela abrndo asas de águia sobre mim, isaso eu não sabia. Não sabia o que é ser sombreado por grandes asas abertas e ameaçadoras, um agudo bico de águia inclinando sobre mim e rindo, isso eu tive que saber sozinha....



- Postado por: Sam às 21h57
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Dúvidas parte II

Há pessoas que tem vergonha de viver: são os tímidos.  Desculpem, por exemplo, estar tomando lugar no espaço. Desculpe-me ser eu. Quero ficar só! Grita a alma  do tímido que só se liberta na solidão. Contraditoriamente quer o quente aconchego das pessoas.  O que faz então? Mas é que há a grande ousadia dos tímidos. E de repente cheio de audácia pelo aumento com  um tom reivindicativo que parece contundente. Mas logo depois, espantado, sente-se mal, julga imerecido, fica todo infeliz e sofre com isso.
O que acontece às vezes com minha ignorância  é que ela deixa de ser sentida como uma omissão, pode dar a sensação de mal-estar, uma sensação de não estar a par, enfim de ignorância mesmo. Quando ela se torna quase palpável como a escuridão ela me ofende. O que ultimamente tem-me ofendido e é uma ofensa mesmo porque dessa eu não tenho culpa, é uma ignorância que me é imposta. Mas claro tenho  que ter modéstia com alegria, quanto mais tênue é a alegria, mais difícil e mais precioso é captá-la mais amado o fio quase invisível da esperança de vir, a saber.
Uma vez me disseram que eu sou indisciplinada como um cavalo bravio. Perguntei-lhe como eu deveria lidar com
esse cavalo impossível. E ouvi de resposta que a primeira providência  era pôr-lhe rédeas, o que me desagradou. Disse-lhe que outra providencia que não esta me seria mais fácil de tomar.
Como a pessoa (que era meu pai) tinha muita experiência da vida, ouvi-o atentamente me dizer que a primeira condição para eu ter paz era aceitar as inúmeras imperfeições que tenho, como todo mundo.
Ele falou com beleza expressional que não sei repetir. Aconselhou-me a, apesar dessas imperfeições, tocar para frente. Que me achava muito impressionável. Você tem que ter a mente fria e o coração quente. Você tem um dinamismo interno que é um pouco violento e impulsivo.
Que eu seria até capaz de fazer coisas ótimas, mas eu mesma as arrasaria depois. E que só existia uma lei: a da Causa e do Efeito. Tudo bem sério, eu curiosa. ele pacifíco, límpido com seus grandes olhos úmidos (essa aliás é uma lembrança eterna) o olhar a minha frente. ele ainda acressentou que a pessoa gasta muito da própria energia ao tentar ser igual a todo mundo. Amém, ele gostou do meu "amém". Disse que as vezes sou impassiente com as pessoas. Tentei explicar ao meu pai que fico intolerante com as pessoas que não me entendem, porque no fundo sou muito fácild e enteder. Bem, quer dizer, pelo menos é o que eu acho. Uma vida é curta, mas se contarmos os pedaços mortos, curtissima ela fica. Transforma-se numa vida feita de alguns dias apenas? Mas é preciso não esquecer que a parte inútil fora, na hora, vivida com tanto ardor, o que de algum modo paga a pena. Muita coisa inútil na vida da gente serve como táxi: Para nos transportar de um ponto inútil ao outro!!!



- Postado por: Sam às 22h31
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Dúvidas, dúvidas e mais dúvidas

Um dia desses, ao ouvir um "Seja Você Mesma", de repente senti-me entre perplexa  e desamparada...
É que também de repente me vieram  então perguntas terríveis:quem sou eu? como sou? o que sou? quem sou realmente?

Mas percebi que eram perguntas maiores que eu. E assim venho apartir de hoje contar um pouco mais sobre mim. Posso começar com o título:

E ASSIM SOU EU!

Quando criança e depois adolescente, fui precoce em muitas coisas. Em sentir um ambiente, por exemplo, em aprender a atmosfera íntima de pessoa. Por outro lado, longe de precoce, estava em incrível atraso em muitos terrenos. Nada posso fazer: parece que há em mim um lado infantil que não cresce jamais. Porque eu sempre soube de coisas  que nem eu mesma sei que sei. Meu instinto precedera a minha inteligência. Sou também o que se chama de pessoa impulsiva. Como descrever? Acho que sou assim: vem-me uma déia ou um sentimento e eu, em vez de refletir sobre o que me veio, ajo quase que imediatamente. O resultado tem sido meio a meio: as  vezes acontece que agi sob uma intuição dessas que não falham, às vezes erro completamente, o que prova que não se tratava de  intuição, mas de simples infantilidade. Trata-se de saber se devo prosseguir com meus impulsos. E até que ponto posso controlá-los? Há um perigo, se reflito de mais, deixo de agir. E muitas vezes prova-se depois que eu deveria ter agido. Estou num impasse. Quero melhorar e não sei como. Sob o impacto de um impulso, já fiz bem a algumas pessoas. E, às vezes, ter sido impulsiva  me machuca muito. E mais: nem sempre meus impulsos são de boa origem. Vêm, por exemplo, da cólera. Essa cólera às vezes deveria ser desprezada; como me disse uma amiga a meu  respeito, são cóleras sagradas. Às vezes minha bondade é fraqueza, às vezes ela é benéfica a alguém ou a mim mesma. Às vezes restringir o impulso me  anula e me deprime; ás vezes restringi-lo dá-me uma sensação de força interna. Uma vez ousaram me dizer que  eu mais vegeto que vivo. Só porque levo uma vida um pouco retirada das luzes do palco. Logo eu, que vivo a vida no seu elemento puro. Tão em contato estou com o inefável, respiro profundamente e vivo muitas vidas. Não quero enumerar quantas vidas dos  outros eu vivo, mas sinto-as todas. É mentira dizer que a gente não pode ser ajudada, sou ajudada pela mera presença de uma pessoa vivendo.
Sou ajudada pela saudade mansa e dolorida de quem eu amei. Sou ajudada pela minha própria respiração,
e há momentos de riso ou de sorriso. De alegria a mais alta.
Uma pessoa um dia escreveu-me: eu te deixaria por Deus. Eu entendo, mas às vezes, fico  pensando realmente ele me trocou por Deus, mas com certeza deve sim sentir saudades de mim.
Ter nascido me estragou a saúde. Estou com saudades de mim. Ando pouco recolhida, atendendo de mais aos apelos do meu trabalho, vivendo depressa de mais, sem tempo pras outras vidas que tenho.
O que eu sinto eu não ajo, o que eu ajo não penso. O que penso não sinto, do que sei sou ignorante. Do que sinto não ignoro, não me entendo e ajo como se eu me entendesse!



- Postado por: Sam às 22h56
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